A imprensa é conservadora

Sim, é isto que você ouviu. A imprensa em geral e os jornalistas em particular são pessoas conservadoras. Talvez não o sejam em relação a comportamento, hábitos e perspectivas políticas, mas são em sua visão de mundo. Por isso, quem faz assessoria de imprensa para negócios inovadores tem muito trabalho pela frente: traduzir o novo para quem pensa velho.

A imprensa econômica é um exemplo típico. Apesar de os negócios digitais estarem invadindo todas as áreas da vida econômica, da indústria ao varejo, os jornalões ainda reservam apenas o tradicional espaço de “Tech” para falar de inovações. Sim, “Tech”, aquela editoria criada nos anos 1990 para vender espaço publicitário a anunciantes de desktop e videogames. E que está sendo reduzida dia a dia junto com os anúncios.

Marketing talvez seja um grande ponto fora da curva. Os especializados estão percebendo e acompanhando as tendências, e estão mais abertos a entender e avaliar soluções digitais.

Quando vamos para cultura, cotidiano, comportamento, talvez seja preciso arranjar o seu próprio grupo de taxistas e se tornar uma espécie de Uber. Caso contrário, corre-se o risco de bater na barreira mental de que cultura é apenas aquilo que acontece na Sala São Paulo ou que é proposto e imposto pela indústria cultural.

Há saídas?

O que fazer diante disso? Primeiro de tudo, não considere a assessoria de imprensa a única frente de sua estratégia de marketing. Dependendo do caso, não é nem a principal. Segundo, é importante ser didático, e ter paciência para explicar ao jornalista que você não está simplesmente falando mais um app, mas sim de uma mudança de comportamento. E se preparar para ouvir vários nãos.

Por fim, agradeça a Google, Facebook, Uber, Netflix e outros. Eles tem travado essa luta antes de você, e ajudado nessa árdua tarefa de convencimento da imprensa. Se está difícil para você, imagine como foi para eles.

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