Por que as agências de comunicação não são eficientes (2)

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Na semana passada discutimos como a alocação inadequada de recursos torna as agências de comunicação menos eficientes. Hoje vamos analisar o impacto desta alocação ineficiente na gestão de pessoas, e como isso afeta a qualidade dos serviços.

Apesar de representar de 25% a 40% do custo total das agências de comunicação, pessoas são um custo fixo difícil de gerenciar. Por isso, é exatamente onde mais economizam. Afinal, é possível adiar em meses a compra de computadores por que contas importantes saíram, mas reter pessoas pode impactar as margens no médio prazo.

A solução das agências de comunicação acaba sendo juniorizar equipes. Para não comprometer os custos fixos, agências optam por montar equipes com menos experiência e de custo salarial menor. Para mitigar o impacto na qualidade, colocam essas equipes inexperientes sob a gestão de profissionais seniores, os quais supostamente serão responsáveis pelo desenvolvimento dos profissionais. Foi o modelo adotado também por redações de jornais após o estouro da bolha das empresas ponto com na virada do século impactar o mercado jornalístico de forma definitiva.

(para quem não sabe: a expansão dos portais de internet no final dos anos 1990 levou a uma elevação artificial dos salários de jornalistas, contratados para gerar conteúdo para esses portais. Quando o modelo de negócio das ponto com não se mostrou sustentável, os portais quebraram, levando a uma onda de demissão de jornalistas e a uma queda vertiginosa nos salários das redações, da qual nunca mais se recuperaram)

Em agências menores, como as chamadas butiques, a equação líder senior + equipe junior funciona porque o líder é o fundador da agência. Nas agências maiores, o crescimento se dá como uma metástase, levando à pulverização de núcleos como mostra o infográfico abaixo:

Expansão linear das agências

O jeito tradicional de se resolver esta confusão é hierarquizar os núcleos das agências de comunicação em diretorias e vice-presidências. Isto significa que aquele pedaço de 25% a 40% do custo de um projeto que é alocado em pessoas se dispersa em horas de COOs, vice-presidentes, diretores, heads, gerentes e coordenadores que não entram no dia a dia de uma operação. Quem carrega o piano, no final, é um profissional júnior e pouco experiente, mal pago por conta do custo disperso em uma estrutura vertical.

Como compensar essa dispersão de recurso e energia com foco na qualidade? A maioria das agências faz isso:

Tratar os profissionais como se estivessem na batalha de Stalingrado (retratada no vídeo acima) têm um custo elevado. Ainda que o profissional não acione a agência na justiça do trabalho, ele não dará o melhor de si no trabalho, terá impactos na própria saúde e mudará de emprego assim que puder, especialmente quando estiver mais capacitado e preparado para assumir um trabalho melhor. Por isso algumas agências de comunicação são conhecidas como máquina de moer carne.

Como melhorar as agências de comunicação?

No setor de consultoria cresce uma abordagem diferenciada, conhecida como trabalho em rede. Imagine que possamos dividir o trabalho de uma agência de comunicação nas seguintes partes:

  • Atendimento
  • Planejamento
  • Criação (conceito)
  • Criação (aplicação)
  • Conteúdo
  • Mídia

As três primeiras partes podem ser integrada sob um único nome: Estratégia de comunicação. As demais podem se subdividir em infinitas frentes – vídeos, design, texto, assessoria de imprensa, publicador de release, online ads, offline ads, pontos de venda etc. No trabalho em rede, a agência concentra em si a estratégia, e organiza o restante do trabalho da forma abaixo:

Trabalho em rede

Ou seja, o modelo de trabalho em rede permite às agências de comunicação concentrarem recursos em profissionais mais qualificados, capazes de analisar a necessidade do cliente e estruturar a estratégia mais adequada para ele. Na execução, ao contratar diferentes parceiros – pessoas físicas e jurídicas – é possível igualmente usar melhores recursos a um custo menor do que a verticalização do serviço dentro das agências. Este parceiro, ao atender agências diferentes, consegue também aproveitar melhor sua especialidade, tanto por focar nas suas competências principais quanto por obter uma melhor remuneração ao fim do dia.

A Comm Cloud acredita e aposta no trabalho em rede como central em seu modelo de negócios. É o que nos faz diferentes da maioria.

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